Você sabe o que é lifelong learning?

25 de agosto de 2023


Uma maratona enriquecedora e à qual não se associa uma linha de chegada. Essa definição vai bem ao encontro do conceito de lifelong learning. Ou, se preferir, educação continuada, que surgiu na Europa, em 1970, e se tornou mais conhecida a partir de 1990.   

Essa proposta parte das premissas de que a busca (voluntária) pelo saber, uma vez iniciada, revela-se um processo desprovido de prazo de validade. E de que essa busca deve ser viabilizada não apenas dentro das instituições de ensino. Mas, sim, em todos os espaços e em todos os momentos da vida. Ou seja, nesse contexto, não importa a natureza dos conhecimentos buscados. O importante é que esse processo esteja em constante andamento, seja em prol do âmbito profissional, seja em prol do âmbito pessoal do indivíduo (ou mesmo de ambos simultaneamente).  

Quais são os benefícios que estão associados ao lifelong learning?  

Quem anda de mãos dadas com a educação continuada adquire novas competências. Isso inclui as de caráter técnico, chamadas de “hard skills”, e as de caráter comportamental, chamadas de “soft skills”. Logo, ante um mercado de trabalho tão dinâmico, desafiador, exigente e concorrido, quem tem esses diferenciais larga muito na frente, além, claro, de se tornar um ser humano melhor, sob os mais diversos aspectos.

Quais são as bases dessa proposta?

O lifelong learning pauta-se por quatro pilares: 1. Aprender a conhecer (esse ponto trata do prazer que se associa à busca pelo conhecimento); 2. Outro pilar consiste em aprender a fazer (a aliança entre teoria e prática é fundamental não apenas para solidificar na mente o que se aprende, mas também para conferir ao ato de aprender uma significação ainda mais profunda e relevante); 3. Na sequência, é necessário aprender a conviver (nesse processo da busca pelo conhecimento, a troca de informações e experiências com outras pessoas é imprescindível); 4. E, por fim, há de se aprender a ser (ou seja, aprender a ser um indivíduo autônomo, liberto, regido por senso crítico e vontade de aprender sempre mais). Vale ressaltar que esses pilares são descritos pela Lifelong Learning Council Queensland – LLCQ, organização que mais promove o lifelong learning no mundo.

Como se tornar um lifelong learner?

Para começar, planejamento. Quais são os resultados almejados? A partir dessa resposta, a participação numa comunidade de aprendizagem passa a constituir o próximo passo e, na medida do possível, faz-se também necessário o aproveitamento de tudo o que a tecnologia tem a oferecer nesse sentido.

Dessa forma, um plano de estudos que seja realmente viável e eficiente é peça-chave no êxito que se tem em vista para esse projeto de vida.

Como relacionar lifelong learning com o dia a dia escolar?

No contexto escolar, cabe especialmente aos gestores educacionais incentivar professores e demais colaboradores da instituição a desbravarem a proposta desenhada pelo lifelong learning, além, claro, de aproveitarem esse literal universo de possibilidades. Outra dica muito importante consiste na viabilização de atividades e metodologias que possam ir, aos poucos, apresentando todos os benefícios dessa filosofia junto aos próprios estudantes, que, assim, tendem a contar com outros diferenciais preciosos no transcorrer de suas respectivas formações.

E aí, curtiu? Você já conhecia o lifelong learning? De quais formas você imagina que esse conceito pode ser plenamente aproveitado na sua instituição?