Como lidar com a Geração Alpha em sala de aula?

31 de março de 2023


Diz-se que aqueles que nasceram a partir do ano de 2010 constituem a chamada “Geração Alpha”. E a arte de ensinar para representantes desse público tende a ser recheada de desafios. Mas você sabe por quê? O Blog da Vortex Educação lhe diz agora.

Características peculiares

Podemos considerar que essas crianças e adolescentes nasceram no ápice da era digital. A maioria deles passou a ter um contato quase imediato com a tecnologia, em suas mais diversas nuances, de modo que, para eles, o mundo virtual e o mundo real mantém sempre uma relação das mais próximas. Além disso, “os Alpha” tendem a lidar de forma absolutamente natural com as diferenças, rechaçando estereótipos e aproximando-se cada vez mais dos conceitos de liberdade, versatilidade e postura questionadora na prática.  Gostam de dar vida à criatividade, às diversas formas de interação e, claro, mesmo com todo apreço pela tecnologia, eles se mantêm firmes no desenvolvimento das relações humanas, especialmente no trato com seus pais.

Muita calma nessa hora

Além disso, ao que tudo indica, “os Alpha” não constituirão um grupo “workaholic” – ao contrário de outras gerações. Até por isso, é interessante que as atividades propostas em sala de aula possam contemplar temas como mindfullness e consumo sustentável. Mesmo tendo acesso de forma precoce a uma carga potente de informações, eles tendem a ter um “modus operandi” pautado pela desaceleração.

Representantes da chamada "Geração Alpha" clamam por metodologias mais ativas e inovadoras no ensino.

Como otimizar o ensino para esse público?

A experimentação é peça-chave para que as atenções dos “Alpha” sejam plenamente atraídas. Tendo em vista que, no futuro, eles lidarão com um mercado de trabalho muito diferente do atual (sim, a tendência é que a inteligência artificial se aposse de muitas funções que, hoje, ainda são exercidas por seres humanos) essa galerinha vai precisar pensar ainda mais “fora da caixa”. Nesse sentido, é claro que metodologias ativas e inovadoras de ensino tendem a ganhar uma relevância ainda maior. 

Como funcionam as metodologias ativas? E as inovadoras?

Nas metodologias ativas, os alunos são protagonistas. A ideia é que eles fiquem cada vez mais engajados, motivados e interessados com relação às atividades propostas. Essa metodologia pode ser aplicada através de diversas formas, como por exemplo: sala de aula invertida, aprendizagem baseada em projetos, gamificação e até mesmo através do ensino híbrido. Já as metodologias inovadoras unem aparatos tecnológicos com as práticas docentes, tornando o processo de ensino-aprendizagem algo mais dinâmico, divertido e eficiente. Os alunos também são protagonistas nesse cenário e essa linha pedagógica é guiada por uma forte tendência de crescimento (uma vez que a tecnologia tem feito cada vez mais parte do nosso dia a dia nos mais diversos âmbitos, e com a educação não é diferente). STEAM, E-learning e Design Thinking são as aplicações possíveis dessas diretrizes.

Essas questões são tão importantes que, vale ressaltar, a própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) leva bastante em conta tais aspectos, com focos que incidem sobre os conceitos de letramento e alfabetização digital.

E aí, curtiu? Os representantes da “Geração Alpha” na sua instituição têm desfrutado da melhor proposta de ensino?