28 de maio de 2026
Na coluna “Ponto de Vista” desse mês, Alex Romero, CEO da Vortex Educação, traz mais uma reflexão essencial. Agora, ele trata do impacto positivo que se relaciona ao desenvolvimento das conexões entre os estudantes durante os intervalos escolares em detrimento da utilização exacerbada da tecnologia. Confira!

“Nos tempos de escola, eu deixava as professoras zangadas após o intervalo: voltava todo suado de tanto correr e jogar bola. Isso era um recreio de verdade. Comer o lanche era secundário diante da pressa em estar junto, brincando com os colegas”, recorda Alex.

Segundo ele, com as restrições recentes impostas com relação ao uso de celulares nas escolas (impostas pela Lei Federal nº 15.100/2025), algumas mudanças importantes vêm ocorrendo. Mudanças essas que vão ao encontro de muito do que ele viveu nos seus tempos de aluno: “hoje vemos um movimento necessário nas escolas: a recuperação do recreio como espaço de convivência real, longe das telas. Era triste ver cada criança isolada em um canto, com os olhos fixos no celular. Mudar isso é urgente”, afirma.

Nesse sentido, nada melhor do que vermos essa urgência se fazer notar na prática. E Alex, por sua vez, tem percebido-a claramente: “no CEV Colégio, onde dou aulas há 20 anos, percebemos na prática o impacto positivo dessa mudança. Sem a distração dos celulares, os alunos voltaram a brincar, a se exercitar e, principalmente, a interagir uns com os outros.”, relata. Dessa forma, as consequências são igualmente nítidas: “o resultado é imediato dentro da sala de aula: os estudantes ficam muito mais focados e há uma redução drástica nos conflitos gerados em ambientes virtuais durante o período escolar.”, garante o professor.

Alex finaliza as suas impressões reforçando a importância de se priorizar a presença e o fortalecimento de laços por parte de crianças e jovens: “recuperar o físico e a troca presencial não é retroceder. É garantir que o desenvolvimento socioemocional aconteça onde deve ser: no contato humano. O único “efeito colateral” são as testas suadas, mas isso é mil vezes melhor do que a ausência física da dispersão digital”.